Sempre que surgem críticas à religião pelos muitos problemas sociais, psicológicos e ideológicos causados por esse tipo de doutrinas, alguém vai dizer que o budismo não é assim. As outras religiões sim, o budismo não. Existe uma percepção, especialmente comum no ocidente, de que o budismo é uma forma de pensamento superior às demais religiões e ideologias religiosas/espirituais (1). Oras, muitas vezes nos dirão que o budismo não é uma religião, mas sim uma filosofia de vida, ou algo assim mais elevado que “meras religiões”. Essa é uma percepção problemática, na minha opinião. Existe uma espécie de mistificação do budismo nesse sentido que acredito que precisamos superar para apontar problemas sérios. O budismo não é uma filosofia de vida superior às demais doutrinas religiosas/espirituais e compartilha com elas muitos de seus problemas e limitações. As críticas que se fazem à religião organizada encaixam como uma luva para o budismo também. Esse é meu principal argumento. Aliás, é comp...
Malteísmo (de "mal" significando mal, ou doença, e teísmo, de ... bem, teísmo) é a ideia de que Deus está apenas tentando nos pegar e que ele ou ela é uma entidade maliciosa, como uma criança fica removendo as escadas da piscina no The Sims. Um malteísta, portanto, é alguém que acredita que um deus ou deuses existem e que são maus, maliciosos, incompetentes ou de alguma outra forma causando o sofrimento da humanidade. Em essência, o malteísmo é a ideia de que Deus existe, mas está essencialmente brincando conosco. Embora seja tão conjectural e não comprovado (e de fato improvável) como todas as outras formas de teísmo, o malteísmo ostenta a notável característica de resolver o problema do mal que de outra forma seria um obstáculo. Além disso, vários outros problemas importantes com um Deus teísta, como a propagação de várias mensagens divinas contraditórias (com recomendações de guerra santa para resolver a disputa), a falha de Deus em fornecer qualquer evidência clara de sua...
Muitas vertentes da não-monogamia atual preferem deixar de lado alguns rótulos que descrevem relações análogas ao casal, palavras como "namorade", "espose" e outras parecidas, por uma crítica justa à carga que essas palavras realmente têm, sendo atadas a um reconhecimento social que é da cultura monogâmica e que traz assunções desse sistema para os vínculos que se quer evitar reproduzir ao máximo. Com isso, surgem expressões para substituição, pois, em muitos casos, se sente a necessidade de nomear essas relações diferentemente da amizade e de outros afetos sem esse elemento sexual-afetivo típico do que seria chamado de "relações românticas" (aqui, sem o sentido de "amor romântico" da crítica feminista). O problema é que muitas dessas expressões de substituição são ambíguas: "amores", "vínculos", "afetos", "parceires" e outras palavras assim não se referem exclusivamente a relações com esses elementos: meu...
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